Final de ano sem culpa: lanchinhos pré-festa!

E chegou dezembro, o final de um ano cheio de desafios, perdas e ganhos.

Muitas pessoas agem como se o final do ano fosse o final do mundo, e creiam, não é.

Mas sim, é um momento de reflexão, de olhar para trás e ver o que fizemos com os meses que se passaram, fazer um balanço e traçar novos planos. Novos planos não significam novas promessas e sim novas metas.

Emagrecer, voltar para a academia parecem ser uma das promessas mais ouvidas no final de ano.

Neste mês vou postar dicas e receitas para que este final de ano seja realmente maravilhoso para você e que este ano que se inicia não seja de promessas e sim de metas atingidas.

O fato de preparar uma mesa linda e reunir amigos e familiares para comemorar sempre é motivo de felicidade.

E o que fazer com os convites das festinhas de escola, academia, trabalho ou família?

Vá e se divirta!

Mas, antes de ir, prepare um lanchinho leve, se você chegar lá com o estômago abastecido, vai ter muito mais controle sobre o que comer. É a regra do leão: se ele estiver de barriga cheia, não morde ninguém…

Aqui vai uma receitinha de sanduíche light, bem levinho… Mas você também pode escolher uma saladinha com um ovo cozido, uma gelatina com frutas, um iogurte com granola…

Receitas do Sanduíche Pré-Festa

INGREDIENTES

3 fatias de pão integral light

2 fatias de ricota amassadinha com o garfo

2 colheres de requeijão light

1/4 pepino japonês cortado em rodelas

1/2 cenoura ralada

2 folhas de alface

1/2 tomate cortado em rodelas

1 ovo cozido cortado em rodelas

MODO DE PREPARO

Misturar a ricota amassada com o requeijão light temperando com sal, pimenta e açafrão.

Colocar esta pasta nas fatias de pão. Uma cobrir com alface, tomate e pepino e a outra com a cenoura ralada e o ovo cozido. Colocar uma fatia sobre a outra e voilà! Você vai estar bem alimentado, com poucas calorias  e não vai ficar com vontade de comer tudo o que lhe oferecerem…

Na semana que vem, receitinhas para as festas de final de ano!

MARLISE POTRICK STEFANI 

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Gengibre, você conhece o sabor e os benefícios deste alimento milenar?

Gengibre é bom para a garganta, é bom para emagrecer , é bom para artrite… Afinal, gengibre é bom para que?

O gengibre é uma planta herbácea com muitos benefícios à saúde milenarmente conhecidos.

O sabor picante acrescenta aos pratos doces e salgados uma nova alma, que surpreende aos melhores gourmets.

Conhecido por fortalecer a imunidade e por seus efeitos anti-inflamatórios, principalmente contra infecções de garganta, o gengibre foi recentemente relacionado ao tratamento de dores musculares. Novos estudos descobriram  que o consumo de gengibre pode aliviar as dores causadas pelos exercícios. Segundo os pesquisadores, a ingestão diária do gengibre não ajuda a aliviar as dores musculares imediatamente após a atividade física, mas sim nos dias posteriores, levando a crer que ele pode atenuar a progressão diária da dor muscular.

O gengibre em sua forma seca possui uma concentração maior de nutrientes, porém o seu gosto fica ainda mais forte. Por isso ele deve ser usado com cuidado nos pratos (chás, pães, saladas, massas e sopas) para não deixá-los com um picante demais. 

Além disso, ele possui uma potente ação antioxidante, combatendo os radicais livres até mesmo prevenindo doenças degenerativas, como o Alzheimer.  No caso do tratamento das cefaléias é utilizado por bloquear as substâncias que provocam inflamações nos vasos sanguíneos do cérebro que podem causar a enxaqueca. Mais um componente do gengibre,  o cineol facilita a digestão e dá fim às náuseas, pois ativa a produção da secreção gástrica.

Ao contrário do que muitos imaginam, o gengibre não é uma raiz, mas sim um rizoma (um tubérculo como a batata) com caules retorcidos. Rico em propriedades medicinais, ele é utilizado há mais de 3 mil anos como remédio para diversos males. 

O gengibre é fonte de vitamina B6, cobre, magnésio e potássio. Por ser antioxidante, aumenta a imunidade, previne o câncer e ainda melhora a qualidade  da pele e do cabelo. 

O gingerol, composto que dá sabor picante ao gengibre, inibe o crescimento de tumores no intestino. Essa planta de origem asiática também é antisséptica. 

Receita antiga

Para resfriados, o chá de gengibre é um ótimo descongestionante  em função do seu efeito antisséptico e anti-inflamatório. Para quem usa a voz para trabalhar, como os professores, é indicado consumir balas e xaropes de gengibre. 

Receita desintoxicante

O gengibre é um alimento termogênico, ou seja, aumenta a temperatura do corpo, mantém o metabolismo acelerado e eleva a queima de gordura. E como é rico em antioxidantes, combate os radicais livres e deixa a pele livre de rugas. Quando ingerido com abacaxi, limão, alho e cebola percebe-se a  potencialização do seu efeito desintoxicante.

Cuidados com o gengibre

O consumo do gengibre tem contraindicação para quem é hipertenso ou tem problemas estomacais, como gastrite e úlcera. 

Escolha sempre um gengibre com a pele lisinha, não deve ser fibroso. Descarte os pedaços enrugados, sem cor e com as pontas mofadas: quando começam a envelhecer, ficam com o gosto mais forte e ardido. Guardar sempre na geladeira, dentro de um saquinho de papel, assim o gengibre permanece fresco por várias semanas.

Como fazer o chá de gengibre?

Aqueça meio litro de água, sem ferver, pois o gengibre perde as propriedades em água muito quente.

Coloque o liquido sobre 2 colheres de sopa de gengibre cru, ralado ou esmagado.

Tampe e deixe em repouso por cerca de 10 minutos. Pode tomar.

Esta simples receitinha pode livrá-lo de muita dor de cabeça…

MARLISE POTRICK STEFANI 

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Uma alimentação saudável começa na infância?

O alimento é o combustível do nosso corpo. Durante a infância, a alimentação tem também o papel de promover o crescimento e o desenvolvimento da criança. A formação de adultos saudáveis deve começar ainda na infância, incentivando a criança a se cuidar desde cedo. A importância de uma alimentação balanceada deve ser passada a ela já nos primeiros anos de vida. E isso cabe aos pais, avós e professores. 

   Amamentação 

   O primeiro contato que temos com o alimento é o leite materno. Este, contém todos os ingredientes que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida: 

  • Água em quantidade suficiente – o bebê que apenas mama no seio, não precisa tomar mais nada – seja água, chá… – evitando, assim, possíveis crises de cólica; 
  • Contém proteínas, vitaminas e gordura em quantidades suficientes e adequadas à criança; 
  • Protege a criança contra infecções – como diarréia e pneumonia -, além de alergias; 
  • Possui anticorpos, leucócitos e outros fatores anti-infecciosos, que protegem contra a maioria das bactérias e vírus. 

   Mas não é só a criança que sai ganhando. A mulher que amamenta tem menos riscos de contrair câncer de mama e ovário, anemia por deficiência de ferro e fratura do quadril. 

   Desmame e Primeira infância 

   O desmame acontece, geralmente, a partir do 6º mês de vida. Ali iniciam uma a duas refeições, tipo “papinha”, em que teríamos um legume triturado e coado, caldo de carne, raspas de frutas como sobremesa e dois lanches intercalados entre as refeições. Frutas e água nos intervalos. Lembrando que todo esse processo deve ser acompanhado por um pediatra que vai avaliar não só a alimentação, como o desenvolvimento pondero-estatural e acompanhamento da saúde da criança.   A partir daí, devem ser introduzidos vegetais, frutas e carnes, mas um de cada vez, para evitarmos alergias. Tudo sem gordura e sal. 

   Quando a criança atingir os dois anos, pode começar a ter uma alimentação balanceada – as refeições devem conter uma boa dose de vitaminas e minerais – três a quatro copos de leite ou outra fonte de cálcio; no almoço e no jantar uma carne (vermelha, frango ou peixe), que fornece a quantidade ideal de proteína. 

   Balas, doces, refrigerantes e fast-foods 

   Esses deveriam ser alimentos restritos não só para as crianças, mas também para nós, adultos. Não há, sequer, uma quantidade saudável. Lactentes jamais devem comer; crianças que estiverem na primeira ou segunda infância, devem comer com muita moderação. 

   Claro que isso é um hábito que se inicia em casa. O ideal é que toda a família tenha hábitos saudáveis. 

   Outro problema que assombra médicos e nutricionistas são os lanches na escola.  Para esta refeição, a criança deve ingerir, preferencialmente, frutas e sanduíches saudáveis. 

   O que fazer e o que não fazer 

  Existem algumas recomendações básicas que devem ser seguidas pelos pais quando começarem a introduzir alimentos sólidos nas refeições de seus filhos: 

  • Evite consumo excessivo de sal, açúcar e condimentos; 
  • Ofereça sempre alimentos diversificados, controle a quantidade que será ingerida para que não ocorra excessos; 
  • Estimule o consumo de frutas, verduras e cereais; 
  • Faça pelo menos 5 refeições ao dia (desjejum, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar) poderá ser acrescido de ceia; 
  • Evite o consumo de alimentos muito ricos em gorduras ou colesterol, reduzindo o consumo de frituras, carnes gordurosas, vísceras, banha; 
  • Introduza novos alimentos à rotina das crianças pouco a pouco, se algum alimento não agradar, não insista, mas tente outra vez em outra oportunidade explicando que usou nova preparação e importância de cada alimento; 
  • Sirva porções pequenas e fáceis de comer; 
  • É durante a infância que os hábitos alimentares são formados, é nesta fase que o ser humano inicia a autonomia para selecionar, que quer e recusar o que não quer. E isto deve ser respeitado. 
  • Não use alimento como castigo ou como recompensa para não confundi-los com os motivos reais da boa alimentação; 
  • Prepare as crianças antes de cada refeição para que estejam limpas e tranqüilas à mesa; 
  • O ambiente das refeições deve ser sempre cordial. Não aproveite este momento para aplicar sanções ou resolver problemas que causem atritos; 
  • Todas as crianças, independente da fase que estão passando, seja bebê, pré-escolar, escolar, adolescente, podem sofrer variantes em seu interesse por alimentos, sejam eles falta de apetite, gula, falsa intolerância, preferencias por determinados alimentos, etc.; 
  • Cada criança é um universo e como tal deve ser respeitada dentro de suas preferências e hábitos. O importante é mostrar que o alimento saudável deixa-a imune a doenças e revigora seu corpo para o desempenho de todas as atividades que ela quiser desempenhar. 

   Não se esqueça que os pequenos aprendem pelo exemplo, ou seja, a família deve seguir, pelo menos na frente da criança, os padrões ou conduta que quer que ela aprenda. 

MARLISE POTRICK STEFANI 

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